Sabe por que Serra fez tanto estardalhaço por causa do vazamento do tal dossiê (que foi feito por encomenda de Aécio Neves e não pelo PT, como acusara) ou por que agora se diz contrário às privatizações das quais foi o coordenador?
Não é indignação por ter tido a vida particular devassada nem foi vergonha de ter participado do governo FHC. Foi pior! O que Serra tentava acobertar era que estava não só envolvido com o compromisso de vender o patrimônio do povo brasileiro, mas também porque lucrava com isso.
Sim, Serra estava envolvido nas maracutaias que se seguiram quando o PSDB vendeu as riquezas do Brasil! Era isso que Serra escondia e que veio à tona com o depoimento de Amaury Jr. na Polícia Federal.
Vamos aos fatos exposto no depoimento do jornalista Amaury Martins Ribeiro – que você pode ter acesso ao conteúdo clicando aqui.
O depoimento começa com Amaury explicando que trabalhava na compilação de dados sobre as privatizações realizadas no governo FHC e afirmou que Ricardo Sérgio de Oliveira era o operador principal dos consórcios que participaram das privatizações das teles, cobrança de propina e criador da operação de fazer com que dinheiro escuso oriundo das Ilhas Virgens Britânicas entrasse no Brasil. Entre outras empresas operadas por Ricardo Sérgio de Oliveira, estava a Franton Inc. que tinha sede em Nova Iorque.
Amaury declarou também que passou a obter documentos em cartório, juntas comerciais, órgãos de justiça no Brasil e EUA, tendo obtidas procurações e outros documentos que apontavam para a existência de empresas – off shores – sediadas em paraísos fiscais, em nome da filha de José Serra, Verônica Allende Serra e de seu esposo Alexandre Bourgeois.
Depôs também que essas empresas, inclusive, funcionavam no mesmo escritório operado por Ricardo Sérgio de Oliveira, nas Ilhas Virgens Britânicas.
Com base em informação adicional, ligando Ricardo Sérgio de Oliveira a Ronaldo de Souza, encontra-se as seguintes evidências em pesquisas relativas à off-shore Franton Interprise (Franton Inc.): lançamentos constantes na base de dados da Beacon Hill referentes à Franton, pode-se perceber que dos nove lançamentos encontrados, todos foram referentes a créditos a favor da Franton.
Outra novidade é o surgimento do nome de Gregório Marin Preciado - que é casado com a sra. Vicência Talan Marin, prima de José Serra, e é ex-sócio de José Serra em terreno em São Paulo cuja transação é questionada e averiguada pelo Ministério Público Federal.
Também há informação que Gregório Preciado obteve perdão de R$ 74 milhões sobre o saldo de empréstimo junto ao Banco do Brasil, nesta época o diretor da instituição financeira era Ricardo Sérgio de Oliveira.
Marin Preciado foi, ainda, representante de empresa espanhola durante o processo de privatização de empresas de energia do nordeste.
Veja mais detalhes e acesse os documento clicando aqui.
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